Comércio e serviços geram 54,3% das vagas de emprego no mês de março

Segundo os últimos números divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram criados, em março, 136.189 empregos líquidos, ou seja, o número de contratação foi superior ao de demissões. Esse valor representa um crescimento de 0,33% em relação ao estoque de trabalhadores do mês anterior. Ao somar os setores de comércio e serviços, que são acompanhados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a criação de vagas foi de 54,3% no mês, o que representa 74.006 novos empregos. Entre dezembro de 2021 e março de 2022, a geração foi de 206.424 admissões líquidas.

Ao analisar a estruturação geral do mercado de trabalho no Brasil nesse período, os setores juntos empregam 57,6% do estoque de trabalhadores celetistas brasileiros. Os últimos dados mostram a força desses setores para a recuperação da economia brasileira, principalmente dos serviços.

Serviços

O setor de serviços representou 54,1% do total de geração de empregos no mês. Em março, foram geradas 73.654 novas vagas, totalizando 260.545 no primeiro trimestre do ano. Em comparação ao estoque do mês anterior, o crescimento foi de 0,52%, enquanto em relação a dezembro do ano passado o quadro de funcionários do setor avançou 1,86%. Na comparação com março de 2021, o avanço foi ainda maior, de 8,36%. Ao considerar todo o estoque de funcionários do setor, correspondeu a 34,5% do mercado de trabalho geral, o maior percentual dentre os analisados.

Comércio

Já o comércio foi responsável por 0,3% do saldo positivo deste mês, criando 352 novos empregos, enquanto entre dezembro do ano passado e março deste ano esse número foi de 54.121 negativos, ou seja, com mais demissões do que admissões neste início de ano. Em relação ao mês anterior, houve estabilidade no número de empregos, enquanto no ano até março a variação foi negativa em 0,56%. Mesmo com esse resultado, o mercado de trabalho do setor se mostrou 5,78% acima dos dados de março do ano passado. Além disso, esse movimento de queda não alterou o fato de o setor ser o segundo maior empregador econômico, com estoque de trabalhadores do comércio correspondendo a 23,1% do total.

Fonte: Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

Fotografia: Marcello Casal JR- Agencia Brasil

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