Trump propõe novo plano migratório que valorize capacitação

Fonte: Agência Brasil, publicado em 17 de Maio de 2019


Por Roberta Rampton e Steve Holland, da Reuters | Washington

 

 

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse nessa quinta-feira (16) que quer reformar o sistema de imigração para favorecer jovens com algum nível de ensino e que falam inglês, com propostas de emprego, em vez de pessoas que têm parentesco com norte-americanos, um plano com poucas chances de avançar no Congresso.

 

O plano de Trump, criticado por democratas e alguns grupos defensores de migração, visa a tentar unir republicanos -- alguns que querem impulsionar a migração e outros que querem limitá-la -- antes das eleições presidenciais e parlamentares de novembro de 2020.

 

"Se por algum motivo, possivelmente político, nós não conseguirmos que os democratas aprovem esse plano de alta segurança, baseado em méritos, então conseguiremos aprová-lo imediatamente após a eleição, quando tomarmos de volta a Câmara (dos Deputados), mantivermos o Senado e, é claro, nos mantivermos na Presidência", disse Trump a parlamentares republicanos e membros do gabinete.

 

Atualmente, cerca de dois terços de 1,1 milhão de pessoas que têm permissão para imigrar aos EUA a cada ano recebem green cards, que concedem a residência permanente, por parentesco.

 

Trump propôs manter os números no mesmo patamar, mas mudar para um sistema "baseado em méritos", similar ao usado no Canadá --um plano que, segundo ele, resultaria em 57% dos green cards baseados em emprego e capacitação.

 

Antes do discurso, a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, disse que mérito é um termo "condescendente".

 

"Eles estão dizendo que família não tem mérito? Eles estão dizendo que a maioria das pessoas que já veio aos EUA na história do nosso país não tem mérito, porque não tem um diploma de engenharia?", afirmou Pelosi a repórteres.

 

O apoio democrata seria necessário para avançar com qualquer lei para o Senado, liderado por republicanos, e muito mais para tramitar pela Câmara, sob controle dos democratas.