Confiança dos empresários do comércio cresce na capital paulista

Fonte: Agência Brasil, publicado em 01 de Novembro de 2018


Por Lucas Scatolini * | São Paulo

 

Dados apurados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) apontam que a confiança do empresário paulistano avançou 0,8%, ao passar para 102,6 no mês de outubro.

 

Apesar de o índice ter sofrido queda na comparação com o mesmo período do ano passado (4,5%), a confiança dos empresários em relação ao futuro subiu pelo segundo mês consecutivo após cinco meses de queda.

 

Entre os quesitos que compõe o indicador, o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio avançou 3,2% e chegou a 73 pontos. O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio registrou alta de 0,3%, passando para 145,2 pontos. Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio caiu 0,3%, atingindo 89,5 pontos.

 

O estudo revela ainda que, de acordo com o tamanho da empresa, os resultados se mostraram opostos: a confiança das empresas com até 50 empregados apresentou leve alta de 0,8% e atingiu os 102 pontos, enquanto que o índice das empresas com mais de 50 empregados registrou queda de 1,4%, passando para 129,3 pontos. Embora as grandes empresas tenham sofrido retração, o indicador permaneceu no patamar otimista (acima de 100 pontos).


Razões do otimismo

 

Segundo a FecomercioSP, o avanço do indicador nos últimos dois meses está associado à redução da inflação, à queda do dólar e ao avanço da confiança do consumidor. A proximidade com as festas de fim de ano, que costumam alavancar a confiança dos empresários e consumidores, é outro fator responsável pela melhora no quadro econômico para o setor.

 

Os autores da pesquisa ressaltam ainda que, apesar da melhora na confiança, a propensão dos empresários por novos investimentos voltou a cair nos últimos dois meses, devido à fraca recuperação do setor.

 

O Índice de Confiança do empresário do Comércio é elaborado mensalmente pela FecomercioSP, e a escala de pontuação varia de 0 (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total).


* Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Alexssander Soares

 

Edição: Davi Oliveira