Setor empresarial elogia manutenção da taxa Selic em 6,5% ao ano

Fonte: Agência Brasil, publicado em 31 de Outubro de 2018


Por Pedro Rafael Vilela – Enviado especial | Brasília

 

Entidades empresariais avaliaram como positiva a decisão do Banco Central (BC), nesta quarta-feira (31), de manter a taxa básica de juros em 6,5% ao ano.

 

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a manutenção da taxa, pela quinta vez consecutiva, foi uma decisão "acertada" do Comitê de Política Monetária (Copom), diante do atual ambiente econômico – que combina inflação dentro da meta de 4,5% e fraca recuperação da atividade.

 

“Passadas as eleições, a melhora das expectativas poderia abrir caminho para uma nova queda dos juros para estimular o consumo e os investimentos e, consequentemente, a recuperação mais robusta da atividade econômica”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. 

 

O presidente da entidade destaca, no entanto, que a retomada da trajetória de queda dos juros depende das ações do governo eleito. “A política monetária será determinada, principalmente, pelas medidas econômicas, especialmente das reformas necessárias ao ajuste das contas públicas, como a da Previdência e a tributária”, diz Robson Andrade.

 

Na avaliação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), apesar do cenário eleitoral já estar definido, o BC não tem condições de avaliar com precisão quais são os ditames da futura equipe econômica e, por isso, a decisão de manter a taxa de juros no atual patamar foi correta.

 

"Combinada com as expectativas de inflação (IPCA), a taxa de juros real deste ano pode fechar próxima ao patamar de 2% a 2,5%, relativamente baixa para padrões brasileiros, mas que não geram riscos à meta de inflação por enquanto", disse a FecomércioSP, em nota.

 

Para a entidade, talvez o Banco Central possa tomar uma decisão mais ousada na última reunião deste ano se houver mais clareza do que será feito na política econômica, pelo novo governo, e se os indicadores de inflação voltarem a ceder entre outubro e novembro para que as projeções para 2018 e 2019 fiquem mais perto de 4% do que de 4,5%.

 

Edição: Denise Griesinger