Comércio do Rio volta a gerar empregos formais após 4 meses em queda

Fonte: Agência Brasil, publicado em 25 de Outubro de 2018


Por Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil | Rio de Janeiro

 

Em setembro, o setor de comércio do estado do Rio de Janeiro voltou a gerar empregos formais após quatro meses consecutivos de saldos negativos.

 

Dados divulgados hoje (25) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ), com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, indicam que em setembro o número total de postos criados no estado chega a 7.944.

 

O saldo total de setembro foi o melhor desde novembro de 2014, quando foi registrada a criação de 14.051 empregos em todo o estado.

 

Comparativamente a agosto, a geração de empregos apresentou um aumento no número de postos de trabalho de 2.917 vagas, com saldo de 3.484 novos postos no setor de serviços, e fechamento de 861 vagas no de comércio.

 

A avaliação da Fecomércio RJ é de que “a diminuição do ritmo de fechamento de postos de trabalho nos últimos meses, com o saldo positivo em crescimento, sinaliza a recuperação gradual da confiança dos empresários”.

 

Tal expectativa foi demonstrada em pesquisa da entidade, realizada em setembro, “que apontou melhor perspectiva do comércio para efetuar contratações nos próximos meses”.


Crescimento

 

Os 7.944 postos de trabalho criados em setembro atingiu praticamente todos os setores, sendo que desse total, 2.304 foram gerados no comércio, setor que registrou o último saldo positivo em abril, antes da greve dos caminhoneiros.

 

Já o setor de serviços apresentou saldo de 5.500 vagas formais, nesse caso registrando o terceiro mês consecutivo de crescimento no número de postos formais de trabalho. A construção civil, por sua vez, criou 873 novos postos de trabalho.

 

As exceções foram os setores da indústria e as atividades agropecuárias, que tiveram saldo negativo, de respectivamente, 438 e 235 postos.

 

Edição: Fernando Fraga