Mercadinhos vencem preços de supermercados pela primeira vez em 7 anos

Fonte: Agência Brasil, publicado em 26 de Abril de 2018


Por Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil | São Paulo

 

Levantamento da empresa de pesquisa GfK mostra que 47% dos pequenos varejistas pratica a venda fiada na loja. Segundo o estudo, a modalidade de venda ocorre em todo o país, mas é ainda mais presente na Região Nordeste, onde 70% dos lojistas admitiram que fazem esse tipo de prática. Além disso, a pesquisa também detectou que, pela primeira vez em sete anos, a cesta de produtos do levantamento está mais barata nos mercadinhos que em supermercados e hipermercados.

 

A pesquisa, divulgada hoje (26), na 38ª Convenção Anual do Canal Indireto, da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores, considera como pequeno varejo, setor conhecido também como mercado de vizinhança, aquele que tem até quatro caixas. No levantamento, foram ouvidos 400 comerciantes. A GfK faz pesquisa de mercado em mais de 100 países.

 

Além do destaque dado ao relacionamento de confiança com os clientes, o setor dos mercadinhos de vizinhança em 2018 está, segundo o levantamento, com preços mais competitivos em relação aos hipermercados e supermercados. Pela primeira, vez desde 2011, a cesta de produtos pesquisada pela GfK está custando R$ 239,21 nos pequenos varejistas, ante R$ 243,12 nos supermercados e hipermercados.

 

“A profissionalização dos pequenos varejistas e o forte investimento em novos serviços, como entrega em domicílio, novas tecnologias de scanner no caixa, estacionamento e oferta de eletroeletrônicos, têm feito a competitividade crescer cada vez mais entre o comércio de bairro e os hiper e supermercados”, destaca o diretor da GfK, Marco Aurélio Lima.

 

De acordo com os entrevistados, a perspectiva para o ano de 2018 é positiva: 64% disseram acreditar que o desempenho do setor será melhor ou muito melhor do que foi em 2017. Outro aspecto positivo foi a intenção de contratar funcionários: 18% pretendem admitir, 10% demitir, 68% manter e 4% não sabem.

 

Edição: Davi Oliveira