Depois de registrarem perdas, bolsas europeias amanhecem em alta

publicado em 11 de Agosto de 2011


(Clique aqui para ler a matéria na fonte)

Fonte: Agência Brasil

Da BBC Brasil

Brasília - Os mercados europeus amanheceram em alta hoje (11), depois dos últimos dias de perdas provocadas pela crise de endividamento dos Estados Unidos e dos países da zona do euro. Em Londres, o índice FTSE 100 teve um aumento de 2%. A Bolsa de Paris também registrou uma elevação de 2%, um dia depois de ter despencado 5,4%.

A Bolsa de Frankfurt teve um aumento de 2,5%. Os mercados de Madri e Milão também registraram altas, abrindo com aumento de, respectivamente, 2,8% e 2,7%. A notícia positiva surge um dia depois de os mercados da Europa terem registrado baixas generalizadas.

Entre os fatores que podem ter contribuído para a queda das bolsas europeias estão notícias negativas sobre o estado das finanças do banco francês Société Générale. Os mercados também foram afetados pelos boatos de que o governo da França pretendia cortar suas taxas de juros por conta dos problemas que afetaram o Société Générale.

Após a decisão tomada anteontem (9) pelo Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos) de manter as taxas de juros baixas até meados de 2013, os mercados da Ásia abriram hoje em alta. Mas as bolsas asiáticas apresentaram números mistos seguindo o clima de incerteza de ontem (10) na Europa e nos Estados Unidos.

Depois de começar o dia com grandes perdas, o índice Nikkei, do Japão, fechou em baixa de 0,79%, enquanto a Bolsa de Hong Kong operava em -1,3% pouco antes do fim do pregão. Na Coreia do Sul, a Bolsa operava em alta de 1%, revertendo perdas que chegaram a 4% mais cedo. O índice ASX da Austrália também conseguiu se recuperar ao longo do dia.

Segundo analistas, investidores na Ásia tiveram de lidar com indicadores econômicos contraditórios e os mercados devem continuar patinando nos próximos dias. "Já tivemos mercados voláteis no passado que acabaram indo em uma certa direção, mas desta vez ninguém parece saber o que vai acontecer", disse Andrew Robinson, da Saxo Capital Markets.

{jcomments on}