Exportações brasileiras alcançam segundo maior valor de 2012

Fonte: InvestNE, publicado em 04 de Janeiro de 2013


Apesar dos efeitos da crise externa, o comércio exterior brasileiro apresenta um bom desempenho.

 

As exportações brasileiras tiveram o segundo maior valor da série histórica da balança comercial em 2012, com o total de US$ 242,6 bilhões, número inferior apenas ao registrado em 2011 (US$ 256 bilhões), apresentando queda de 5,3% . O mesmo aconteceu com as importações, que fecharam o ano em US$ 223,1 bilhões, com retração de 1,4% em relação ao recorde estabelecido em 2011 (US$ 226,2 bilhões). Com esses resultados, o saldo comercial foi de US$ 19,4 bilhões e a corrente de comércio, de US$ 465,7 bilhões. “Apesar dos efeitos da crise externa, nesse ano, portanto, o comércio exterior brasileiro apresenta um bom desempenho”, diz a ministra interina do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Lacerda Prazeres.

 

A ministra também chamou atenção para o fato de que a redução das vendas foi menor entre os produtos manufaturados (-1,7%), enquanto que a queda nos semimanufaturados e básicos foi, respectivamente, de 8,3% e 7,4%.

 

Tatiana observou ainda que, em 2009, no primeiro momento da crise econômica internacional, houve retração de 22% nas vendas brasileiras ao exterior. “Estamos no mesmo patamar de 2011, quando as exportações brasileiras tiveram crescimento de 27% em relação a 2010, o que as colocou em um patamar bastante elevado. Deste modo, essa queda de 5,3%, este ano, não nos afasta deste nível histórico e recorde”, avalia.

 

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que, entre os países emergentes, o Brasil experimentou o menor impacto da redução (-0,2 pp) das exportações para a zona do euro, comparando o primeiro semestre de 2012 com o mesmo período em 2011. A África do Sul, por outro lado, sofreu uma redução quatro vezes maior (0,8 pp). A China e a Índia caíram 0,5 pp.

 

Diversificação – Segundo o relatório “Economia Brasileira em Perspectiva” (dezembro/2012), do Ministério da Fazenda, a balança comercial brasileira foi muito influenciada por fatores externos em 2012, resultando em quedas tanto nas exportações quanto nas importações. Isso se deve tanto à fraca demanda mundial quanto aos problemas burocráticos enfrentados pelos exportadores brasileiros. “No entanto, o Brasil possui um mercado exportador amplamente diversificado, o que tem mitigado os efeitos das dificuldades encontradas”, analisa o estudo.

 

Sobre os produtos brasileiros exportados, alcançaram recordes de vendas no ano: farelo de soja (US$ 6,595 bilhões), milho (US$ 5,359 bilhões), óleos combustíveis (US$ 5,038 bilhões), algodão em bruto (US$ 2,104 bilhões), bombas e compressores (US$ 1,778 bilhões) e ônibus (US$ 295 milhões).


Defesa comercial é recorde

A defesa comercial brasileira apresentou recorde de abertura de investigações, com 72 processos iniciados em 2012. O número supera a marca de 2010, quando foram abertas 40 investigações. Em 2011, foram 25. Em relação às medidas definitivas aplicadas, 2012 termina com 19 - sendo 14 direitos antidumping, quatro de circunvenção e uma de compromisso de preço. O número é igual ao registrado em 2009 e 2007.

 

O reforço na defesa comercial brasileira é um dos objetivos do Plano Brasil Maior, política industrial do governo federal, que estabeleceu ações e metas para aprimorar a competitividade do comércio exterior brasileiro e ampliar de forma estruturada a participação no comércio internacional. O plano é composto de medidas tanto na agenda defensiva quanto ofensiva do comércio exterior.

 

Para 2013, a previsão é de redução dos prazos dos processos investigativos com ingresso dos novos servidores por concurso público. Em 2012, o prazo médio das investigações de dumping foi de 15 meses; de subsídios, 12 meses; de salvaguarda, sete meses; e de circunvenção, nove meses.


Da Secom.