Preços nos supermercados tiveram alta de 1,39% em agosto

Fonte: InvestNE, publicado em 10 de Setembro de 2012


Resultado é a maior variação mensal de preços desde outubro de 2010 e a maior elevação para o mês de agosto desde agosto de 2000



 

 

Segundo dados da Apas/Fipe, os preços dos produtos nos supermercados tiveram alta de 1,39% em agosto, quando comparado a julho. O aumento nos preços foi em decorrência de fatores climáticos. A seca impactou de maneira significativa os preços de commodities e produtos agrícolas.

 

Esta é a maior variação mensal de preços desde outubro de 2010 e a maior elevação para o mês de agosto desde agosto de 2000. Em 12 meses, alta dos preços nos supermercados é de 7% e no acumulado do ano foi registrada elevação de 3,93%.

 

As categorias que mais impactaram a elevação dos preços neste mês foram os produtos industrializados, responsáveis por 40% da elevação, e os produtos in natura, representando 26% da alta nos preços em agosto.

 

O aumento nos preços foi em decorrência de fatores climáticos. A seca impactou de maneira significativa os preços de commodities e produtos agrícolas, refletindo em toda a cadeia de alimentos.

 

"Esse reflexo se dá principalmente nos produtos industrializados, que se utilizam destes insumos para produção. Aliado a isto, o elevado preço das commodities internacionais ampliam os custos de produção", explica Martinho Paiva Moreira, diretor do Departamento de Economia da APAS.

 

O grupo de carnes, cereais e leite apresentou alta de 1,21% em agosto, impactado pelos preços de aves (8,41%), carnes suínas (1,38%), carnes bovinas (0,94%) e leite (0,57%). A seca nos EUA, maior produtor de milho do mundo, prejudica a oferta do produto, que é insumo para a ração animal, impactando nos preços das carnes e de seus derivados.

 

Entre as bebidas, os preços apresentaram alta de 0,60%, diante da elevação no preço da aguardente (3,56%) e do vinho (2,44%). Em 12 meses a alta nos preços é de 10,95% e no acumulado do ano (janeiro a agosto) a elevação é de 6,64%. Já as bebidas não alcoólicas, o avanço é de 1,27%, diante da elevação, principalmente, do refrigerante (1,19%) e do suco de frutas (1,34%).

 

Do Brasil Econômico