Projeção de analistas para crescimento da economia continua em queda

Fonte: Agência Brasil, publicado em 27 de Agosto de 2012


Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 

Brasília – A projeção de analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia este ano continua em queda. Para as instituições financeiras, o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, deve crescer 1,73%, ante a previsão anterior de 1,75%.

 

Essa foi a quarta revisão seguida, para baixo, na projeção dos analistas. Para 2013, a estimativa segue em 4% há três semanas. As informações constam do boletim Focus, publicação semanal do BC com base em projeções do mercado financeiro para os principais indicadores da economia.

 

A estimativa para a retração da produção industrial este ano piora há 13 semanas. Desta vez, a estimativa de queda passou de 1,2% para 1,55%. No próximo ano, a expectativa é de recuperação, com projeção de crescimento ajustada de 4,4% para 4,5%.

 

Devido ao desempenho da economia em ritmo mais lento este ano, o governo tem adotado medidas de estímulo. No último dia 15, foi lançado um programa de concessão de rodovias e ferrovias. No dia 16 deste mês, o Ministério da Fazenda anunciou o aumento de R$ 42,2 bilhões no limite de contratação de operação de crédito para 17 estados.

 

Este ano, o governo também reduziu impostos para estimular a venda de eletrodomésticos, móveis e carros e anunciou medidas para agilizar as compras governamentais. Nesta semana, o governo deve decidir se prorroga o incentivo de redução do Imposto sobre Produto Industrializados (IPI) para carros e eletrodomésticos da linha branca.

 

Neste ano, também houve redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), usada em financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de 6% para 5,5%. O BC tem reduzido a taxa básica de juros, a Selic, desde agosto do ano passado. Atualmente, a Selic está em 8% e a expectativa dos analistas do mercado financeiro é que na reunião deste mês do Comitê de Política Monetária (Copom) seja reduzida para 7,5%.

 

Edição: Graça Adjuto

 


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