Brasil cria 142.496 novos postos de trabalho em julho

Fonte: InvestNE, publicado em 17 de Agosto de 2012


Houve expansão do emprego em todos os oito setores da economia e em todos os estados

 

A oferta de empregos com carteira assinada cresceu 0,37% em julho, comparado ao mês anterior, com a abertura de 142.496 novos trabalhadores no mercado, como mostra o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Houve 1.753.241 admissões e 1.610.745 desligamentos em julho.

 

De janeiro a julho deste ano, foram criados 1.232.843 postos de trabalho, 26,47% a menos que os mais de 1,677 milhão de empregos no mesmo período de 2011. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 1.538.472 empregos, correspondendo à elevação de 4,09%. Com isso, o País passa a ter 39.134.013 de trabalhadores celetistas. Para técnicos do Caged, o bom desempenho de julho parece indicar uma reação do mercado de trabalho em relação ao comportamento mais modesto verificado no primeiro semestre do ano.

 

Houve expansão do emprego em todos os oito setores da economia, com destaque para serviços, com 39.060 postos (0,25%). O comportamento favorável do setor ocorreu devido ao crescimento do emprego em quatro segmentos: serviços de alojamento e alimentação (17.454 postos); serviços de comércio e administração de imóveis (13.191 postos); serviços médicos e odontológicos (10.623 postos) e serviços de transportes e comunicações (4.788 postos).

 

A construção civil foi responsável pela abertura de 25.433 vagas (0,83%); e indústria de transformação, 24.718 postos (0,30%), com destaque para os ramos da indústria de produtos alimentícios (7.537 postos), calçados (4.335 postos), indústria química (3.312 postos), têxtil (2.354 postos) e mecânica (2.224 postos).

 

Com a criação de 23.951 empregos (1,42%), a agricultura obteve a maior taxa de crescimento entre os setores para o mês. O comportamento favorável do setor agrícola está relacionado, em grande parte, às atividades de apoio à agricultura (9.593 postos) e ao cultivo de laranja (8.055 postos), centralizadas no estado de São Paulo.

 

Já o comércio abriu 22.847 vagas no mês (0,27%); a extrativa mineral, 1.717 vagas (0,80%) e serviços industriais de utilidade pública, 1.598 postos (0,42%). A administração pública criou 3.161 empregos (0,38%), o melhor desempenho para o mês de julho, desde 2009.

 

Regiões

Em termos geográficos, todas as cinco grandes regiões tiveram aumento do emprego: Sudeste, com 83.093 postos (0,40%), desempenho superior ao ocorrido em julho de 2011 (69.201); Nordeste, 21.184 postos (0,35%); Sul, 13.060 postos (0,19%); Norte, com 12.883 postos (0,75%), o terceiro maior saldo para o mês, e Centro-Oeste, com 12.276 postos ou (0,42%).

 

Todas as unidades da federação expandiram o nível de emprego. Os destaques positivos foram: São Paulo, com 47.837 postos (0,38%); Minas Gerais, 19.216 postos (0,46%); Rio de Janeiro, 13.439 postos (0,37%); Pará, 6.759 postos (0,96%); e Ceará, com 6.695 postos (0,64%).

 

No conjunto das nove áreas metropolitanas, o emprego formal cresceu 0,24%, com a criação de 38.865 postos de trabalho em julho. As áreas metropolitanas que mais se destacaram em termos absolutos foram: São Paulo (13.835 postos) e Rio de Janeiro (9.249).

 

Do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC)